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Yedo fala sobre discurso de Muammar Khaddafi na ONU

07/Jul/2011 Nenhum comentário

INVASÃO DA ÁFRICA
Yedo Ferreira
Maio de 2011
A África é mais uma vez invadida pelos Estados Unidos é as ex-pontências colonialistas; França e Inglaterra, desde que a década, a Guine-Bissau de Amilcar Cabral derrotou o exército de Portugal jogando no lixo da história quatro séculos de colonialismo europeu em África.
Assim, neste início do Século XXI os amantes da paz no mundo assistem atônitos e com sentimento de impotência a África ser invadida. Agora a Líbia, nação soberana, invadida e bombardeada pelos antigos colonizadores europeus levando a morte a civis inocentes.
O que a África fez de tão grave para que os “donos do mundo” despejassem (e ainda continuam) toneladas de bombas sobre a população indefesa da Líbia?
O que levou as nações Unidas, como organização internacional, criada a quase setenta anos para promover a paz entre as nações, apoiar ação militar contra uma nação membro da organização?
A Líbia é uma nação pequena, do norte da África, com seis milhões de habitantes – mesma população do estado do Rio de Janeiro é brutalmente bombardeada pela OTAN com aval da ONU, ainda que nações importante e as mais populosas do mundo como China, Brasil, Índia, Alemanhã e África do Sul não tenham dado o seu apoio a esta ação criminosa.
O difícil é admitir como correta a posição de um descendente de africano, Barack Obama, tenha ordenado a invasão da África, continente dos seus antepassados.
Eleito para a presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, filho de um cidadão do Kenia, uma nação da África, despertou nas populações dos cinco continente a esperança de se ter um mundo sem guerras regionais, sem intervenções militares para defesa dos interesses mesquinhos dos grandes nações e que se consideram os “donos do mundo” e dos destinos das populações que não são do meio delas.
A indagação que domina o pensamento das pessoas coerentes é entender a razão que levou um filho da África, presidente Barack Obama, ordenar a invasão da África.
A esta indagação e as outras que acontecera está na resposta da coragem de um outro filho da África, também presidente, porém de uma pequena nação, Muammar Al Qathafi, que, na 64ª Sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas em setembro de 2009,falou o que as nações “donas do mundo” não queria ouvir e nações importantes e de grandes populações não tiveram coragem de dizer.
Na Organização das Nações, não há democracia, disse o filho da África e mais ainda: O Conselho de Segurança de cinco nações apenas, se sobrepõem a Assembléia Geral de 190 nações.
A nação membro permanente do Conselho de Segurança, o voto e veto que outorgaram a si mesma, revoga qualquer decisão das 190 nações da Assembléia Geral. Ainda que aprovada na Assembléia Geral pelas nações de maior população mundial, as de economia mais desenvolvidas no mundo e das nações de democracia consolidada à décadas.
A África tem direito a um assento permanente no Conselho de Segurança, em merecimento ao seu passado. Defendeu o filho da África, que prosseguiu:
A África é um continente isolado, colonizado e oprimido. Viram o continente africano como um animal, depois como um escravo e posteriormente como colônias sob tutela.
Mas Muammar Al Qathafi disse ainda com outras palavras que a Assembléia Geral (e não o Conselho de Segurança) deveria abrir as portas para investigar assassinatos de personalidades internacionalmente conhecidas e as intervenções militares em nações do terceiro mundo sendo as nações que fazem as intervenções sempre as mesmas.
A ONU deveria “investigar” o assassinato de “Patrice Lumumba”.
- Quem assassinou Patrice Lumumba e por que? – É preciso saber como se assassina um líder africano. Quem o matou?
É preciso registrar na História que o herói “Patrice Lumumba”, o herói da libertação, o africano do Congo, foi morto em tais circunstâncias, por este ou aquele. Esse é um arquivo para ser reaberto, revisando os documentos iniciais.
O assassinato de “Maurice Bishol” não foi esquecido por Muammar Al Qathafi. Como aconteceu a agressão contra Granada, nação do Caribe, membro da ONU e o menor país do mundo.
Atacada por quinze navios, sete mil soldados e dezenas de aviões de caça carregados de bomba, o Presidente Maurice Bishol foi assassinado. Um presidente democraticamente eleito pela população, essa formada na maioria por descendentes de escravos africanos.
O bombardeio da Somália, em mais uma invasão da África, precisa ser investigado, falou Muammar Al Qathafi. Quais as conseqüências dos bombardeios, seus motivos e quem autorizou.
A Somália atacada à época de Farah presidente eleito, sendo a mesma uma nação membro da ONU.
Muito disse Muammar Al Qathafi e nada do que falou houve qualquer contestação. Embora, talvez para não ser extenso o seu discurso, assassinatos e intervenções militares, regra geral em países do terceiro mundo e que não foram poucas, deixaram de ser lembradas.
Mas então, por que a França, Inglaterra e os Estados Unidos invadem a África? – Como a ONU que deve fazer a paz, promove a guerra?
A África invadida é não só pelo que disse um dos seus filhos, mas pelo que hoje fazem os líderes africanos por uma África unificada. Pela unidade política da África com objetivo de desenvolvimento em conjunto. Pensamento panafricano de Nkrume Kruman e de Cheiq Ant Diop.
A invasão da África é em razão de que ex-potências coloniais da Europa e os Estados Unidos não admitem que suas antigas colônias em África consolidem esta unidade política e muito menos aceitam uma África unificada com a sua Diáspora. O Panafricanismo.
A Europa passa por uma crise financeira séria. Como das vezes em que esteve mergulhada em crise financeira, espera que o capital financeiro acumulado e retido nos países produtores de petróleo como Venezuela, Irã e Líbia. Os três em particular, retornem para os bancos suíços.
A questão é que Venezuela, Líbia e Irã não tem nenhuma vontade no retorno do capital financeiro que acumularam, para a Europa.
Os depósitos em ouro e euro do Banco Central da Líbia – um dos bancos mais forte da África e pensado para ser o Banco Central do continente – serão esses depósitos garantias para as nações da África se libertarem do Fundo Monetário Internacional e da subordinação da dívida externa na qual os mantém prisioneiros à décadas.
A invasão da África é o centro de todas as questões. O objetivo não revelado é a apropriação dos depósitos de ouro euro do Banco Central da Líbia, como fez os Estados Unidos no século passado no Haiti, durante a intervenção por quinze anos. Como antes fizera, no século XIX, a França, com o roubo das barras de ouro do Banco do Haiti.
As ações de saques e rapinagens da França, da Inglaterra, da Espanha e sobretudo dos Estados Unidos, fez do Haiti hoje, uma das nações mais pobre do mundo.
Nesta Assembléia Geral, o filho da África, Muammar Al Qathafi, exigiu e denunciou que as ex potências coloniais européias têm uma dívida histórica para com os povos africanos (em África e na Diáspora). Dívida que têm que ser reparada.
A África merece uma indenização dos países que a colonizaram, a África exige isto. A África tem direito de exigir a devolução das riquezas que lhe foi explorada. Assim falou Muammar Al Qathafi.
Assim, quando a mãe África é mais uma vez invadida e um dos seus filhos tem sua vida em perigo, na mira das bombas lançadas para assassiná-lo, como antes estiveram seus irmãos, os filhos da África em África e na Diáspora africana não podem ficar indiferentes.
A Conferência Paafricanista pela unificação dos povos da África e os povos da Diáspora africana decidida no Fórum Social Mundial, em Dakar/Senegal, neste ano 2011, com mais está invasão da África no ano declarado pela ONU, ano dos afrodescendentes, tem neste fato razão para ser realizada de imediato. Afinal se a África e Diáspora estivessem unificadas, a invasão da África não teria ocorrido.
Obs. O discurso de Muammar Al Qathafi na 64ª Sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas, em setembro de 2009, encontra-se no site do Movimento pela reparação/MORENIN.
www.reparationsbrasil.org – email: reparationsbrasil@gmail.com

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